Listen

Description

A seleção brasileira, mais uma vez, não vai para o mundial feminino de basquete. Não há surpresa nisto. Não vamos desde 2014. Neste ponto, ir seria a surpresa. Mas o problema é que era muito possível. Tropeçamos nos nossos próprios pés, mas nem tudo é ruim.

Claro que começamos pela NBB e passamos os principais jogos, como a vitória do Flamengo em cima do Pinheiros que havia acabado de acabar ao começarmos a gravar. Tivemos também a grande vitória do Unifacisa em cima do Brasilia. Mas nem tudo são flores e precisamos falar da falta de pagamento para os atletas do Fortaleza Basquete Cearense. Cenas que não imaginamos que poderiam acontecer na NBB, com as suas garantias financeiras antes de começar a temporada. Mas claro, nem tudo sai como o planejado e os times tiveram situações financeiras complicadas durante a temporada. Caso do Carcalion e da perda de um dos patrocinadores do Rio Claro. Aproveitamos também para comemorar a classificação do Flamengo para as semis do BCLA. Ainda podemos ter uma final brasileira.

Entremos na LBF que mesmo com poucos jogos, tivemos a chance de ver os primeiros jogos no nordeste brasileiro, incluindo ai, claro o jogo entre Salvador e Sport. Mas a LBF não pode ainda funcionar a plenos pulmões, já que a seleção brasileira disputava o pré mundial em Wuhan.

E não foi do jeito que a gente gostaria. As derrotas para Bélgica e China eram esperadas. Claro que endurecer com a China nos amistosos foi ótimo, mas ainda assim, sabíamos que seria difícil ganhar delas, ainda mais em casa. Mesmo com ambas já classificadas para o Mundial. As duas vagas restantes no grupo ficaria então entre Brasil, Mali, Tchequia e Sudão do Sul. O inesperado começou com a boa vitória de Mali sobre a Tchequia. Isso deixou o Brasilc om problemas. E os problemas foram sentidos quando Brasil perdeu para a Tchequia. Um jogo ganhável. Mas sofremos de terceiros quartos muito fracos no mundial. As vezes estendidos para o quarto quarto também. Mas nos terceiros quartos o Brasil parecia desesperado, arremessando rápido, forçando passes por cima para Kamilla e não jogando com as suas forças. Mesmo as vitórias sobre Sudão do Sul e Mali (em um bom jogo da equipe) não ajudaram e o Brasil acabou em quinto no grupo e fora do mundial.

Fica a lição que mesmo com a evolução recente da categoria ainda estamos abaixo na base e no preparo das atletas. As condições estão longe das ideias, times aparecem e somem no ano seguinte, e com isso a base vai tendo de se mudar e procurar novos locais. Ainda falta estrutura, falta base e falta quem saiba colocar o molho brasileiro nesta salada. Temos boas jogadoras, com estrada nas mais diferentes praças. Mesmo as mais novas já jogaram na europa, na NCAA. Nossa técnica é americana, com experiência, mas ainda não chegamos no ponto para jogar de igual com os times europeus. A estrada é longa, estamos no caminho certo, mas precisamos de mais apoio e de mais tempo.

Falamos também da semana da Euroleague, do acerto verbal da WNBA com a liga para a nova CBA e, claro, da NBA, com o Cade machucado, Lakers dizendo que quer se credenciar ao título e muito mais. Então não perde tempo, aperte o play e vem com a gente.