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Description

Um cientista passava dias tentando resolver os problemas do mundo.

Ficava trancado no laboratório, mergulhado em dúvidas, teorias, mapas, gráficos…

buscando alguma resposta que pudesse aliviar a dor das pessoas.

Um dia, seu filho pequeno entrou no laboratório querendo ajudar.

O pai, irritado, tentou afastá-lo… mas era impossível.

Então teve uma ideia: pegou um mapa-múndi, recortou em dezenas de pedaços

e entregou ao menino:

— ‘Aqui está o mundo todo quebrado.

Vê se consegue consertar… sozinho.’

O pai imaginou que levaria dias.

Mas, algumas horas depois, a vozinha chamou:

— ‘Pai… já terminei.’

O cientista duvidou.

Como uma criança, que jamais tinha visto um mapa, poderia montar aquilo?

Mas, quando olhou… o mapa estava inteiro.

Perfeito.

Cada pedaço no seu lugar.

Surpreso, ele perguntou:

— ‘Filho… como você conseguiu?’

E o menino respondeu:

— ‘Pai, eu não sabia como era o mundo.

Mas vi que, no verso, tinha a figura de um homem.

Então virei os pedaços e comecei a consertar o homem…

porque isso eu sabia como era.

Quando terminei o homem… virei a folha.

E o mundo estava consertado.’”

(Pausa longa e reflexiva)

“Às vezes, a gente passa a vida tentando consertar tudo lá fora…

a economia, o país, os outros, o destino, o mundo inteiro…

quando, na verdade, o que muda o mundo

é o que a gente arruma dentro da gente.

Porque existe sempre um lado que não estamos olhando.

Um lado simples.

Um lado óbvio.

Como diz o Flávio Augusto: a visão vale mais do que o poder.

E pra enxergar…

é preciso abaixar.

Ser humilde.

Observar.

Ver os dois lados.

Quando a gente conserta o homem…

o mundo se ajeita.

Quando a gente ajusta o coração…

o caminho clareia.

Quando a gente muda por dentro…

o lado de fora acompanha.

Nesta reta final de ano…

não tenta salvar o mundo de uma vez.

Salva primeiro a tua melhor versão.

E o resto… se encaixa