Uma tentativa de criar mosquitos transgênicos para conter a população do Aedes aegypti e controlar a transmissão de dengue, febre amarela, zika e chikungunya pode ter tido efeito contrário e produzido insetos híbridos mais resistentes. É o que indica um artigo publicado no início de setembro pela “Scientific Reports”, do grupo Nature Research, que cogita a possibilidade de o cruzamento entre diferentes espécies ter criado um “supermosquito”.
A empresa britânica de biotecnologia Oxitec é a responsável pelo experimento e liberou esses mosquitos em cinco cidades brasileiras: Jacobina e Juazeiro, na Bahia, Piracicaba e Indaiatuba, em São Paulo, e Juiz de Fora, em Minas Gerais.
A publicação do artigo gerou controvérsias e foi assunto de uma reportagem publicada esta semana no caderno Interessa, do jornal O Tempo. Para explicar todas as questões envolvidas no caso nós convidamos a reporter Litza Mattos, autora da matéria, para o episódio do Tempo Hábil desta semana. Ouça!