#040 – Escritores sempre foram inquietos, irrequietos. Até por isso, e porque perturbavam e tinham dificuldade de se adequar, era comum que migrassem.
Penso em James Joyce, na Itália. Em Bolaño no México. Em Hannah Arendt nos Estados Unidos. Cortázar em Paris.
Algumas dessas migrações eram políticas. Outras, poéticas.
Escritores viajaram para buscar um estado de consciência alterado, uma inspiração, como os pintores que buscavam as cores singulares das ilhas do pacífico. Outros migraram para sobreviver à perseguição.
Alguns escritores fugiram da modorra social, da mesmice, da violência cotidiana. Outros, da fome.
Cantores, pintores, poetas, circularam o mundo, exercendo o direito universal de migrar. Um direito que é marca singular da civilização humana.
Benjamin em seu clássico O narrador falava dos dois tipos de contadores de histórias. Aquele que canta a sua aldeia. E o outro que narra as aventuras, as peripécias, o encontro com o sítio do estrangeiro.
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