Olá e sejam bem-vindos a mais um SiteMap, o vosso guia para o marketing digital.
Hoje continuamos a nossa série de programas dedicados ao SEO, o serviço de marketing digital que melhora a posição dos sites na lista de resultados das pesquisas e permite às empresas serem encontradas online por potenciais clientes.
Nos programas anteriores explicámos sucintamente como é que o Google decide a ordem dos sites (Introdução ao SEO: como funciona o Google) e apresentámos 7 vantagens do SEO para as empresas. Hoje vamos falar da evolução do Google e da importância de não ir em contos de fadas e acabar escolhendo um consultor de SEO desatualizado. É que isso pode sair-lhe caro, muito caro. Mas já lá vamos, antes um pouco de história.
Se tiver idade para isso talvez se lembre de alguns dos primeiros motores de busca, como o Altavista. Eles baseavam o ordenamento dos resultados das pesquisas em fatores que podiam ser manipulados pelos donos dos sites, sendo o mais importante a inclusão de uma etiqueta ou tag no código fonte, as meta keywords, que incluía as palavras-chave mais representativas dos conteúdos do site. Rapidamente os webmasters perceberam que quanto mais keywords ali inserissem melhores rankings obtinham, mesmo que o site não tivesse nada a ver com algumas delas.
Para evitar a manipulação, quando surgiu em cena o Google introduziu o PageRank. De uma forma simples, os inbound links, ou seja os links que um website recebe de outros sites passavam a ser tidos em conta no ordenamento. Mas os webmasters não se deixaram ficar; rapidamente perceberam que lhes bastava arranjar uma forma de plantar links pela Internet para que os seus sites começassem a trepar na lista de resultados. Assim nasceu o que ficaria conhecido como link building, que se tornou uma técnica essencial do SEO.
Entretanto o algoritmo do Google foi evoluindo e, nos últimos anos, três updates com nomes de animais fofinhos lançaram o pânico entre os profissionais de SEO, habituados que estavam a manipulá-lo.
Em 2015, o Pagerank tem um valor diminuto ou mesmo nulo, embora os links de sites com autoridade continuem a ser importantes. Quanto às famosíssimas meta keywords, pura e simplesmente deixaram de ser consideradas pelo Google. De uma forma mais abrangente, todas as técnicas de Black Hat SEO são hoje de evitar a todo o custo; o melhor SEO está alinhado com as diretrizes do Google (White Hat SEO).
Mas como os hábitos enraizados não mudam de um dia para o outro, há quem continue a julgar que o essencial do SEO é preencher todas as meta keywords e, pior, ainda há profissionais de SEO a fazer link building à antiga. Quem sofre as consequências? Você, o cliente. Sim, porque em 2015 o Google penaliza-o por esta prática.
O SEO de hoje é mais complexo. Para a semana mostramos-lhe quais os fatores a ter em conta atualmente e porque é que o SEO já não pode ser o trabalho de um homem só. Até lá, boa semana e bons negócios.
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