
Recitativo:
Irajá Menezes e Fran Papaterra
Quando eu nasci
Ouvi dizer
Que a vida era de alegrias tantas
Tantos prazeres no que há por fazer
Era fácil; era só viver
O tempo passou e não quis responder
Qual o meu destino, afinal
Pra onde eu devo ir
Meu Deus do Céu, por que será
Que eu levo essa vidinha tão normal?
Mãe, no que será que eu sou bom?
Essa é uma pergunta que eu me faço sempre
É, por isso eu faço esse som
Em busca de uma coisa que eu seja realmente o melhor
Que eu dê um nó
Reduza tudo a pó
Que eu quebre o recorde
E sempre consiga
Que o mundo concorde com aquilo que eu diga
Eu digo: mãe, no que será que eu sou bom?
Por toda a minha vida eu tenho perguntado
É, por isso eu faço esse som
Em busca de uma coisa que eu seja disparado o campeão
A grande sensação
O herói da multidão
Que eu tire de letra
E resolva o problema
Desse planeta e de todo o sistema solar
É que eu faço tanto coisa
Mas, meu desempenho é médio
E isso me faz muito mal
Eu não vim pra esse mundo pra, talvez, morrer de tédio
Eu devo ter talento pra ser rei de alguma coisa
Eu tô que não me agüento nessa vida simples e normal
Tchubi du daun, daun
A uba digo lando
Digo lendo
Digo lindo lindão
Não vá ligeiro
No declive
Ave Maria
Padre Nosso
Jesus Cristo
Deus me livre
Teclado [piano, orgão, bateria e percussão]: Newton Carneiro
Violões aço e nylon: Irajá Menezes / Baixo: Mário Cezar Andreotti
Coro: Irajá Menezes e Fran Papaterra / Arranjo: Irajá Menezes e Newton Carneiro