As pupilas dilatadas, tudo embaçado vê
Sobre o sol a escuridão a terra a gemer
O que não produz seu fruto, o machado a raiz
Como brasas em meu peito, minha dor se agravou
Sou a sombra que amontoa os tesouros para si
Que somente observa o que nunca semeou
Sou o pó que volta a terra, a costela de Adão
Dá-me a conhecer a soma dos meus dias.
Aquele que é aquele que era o que há de vir
O todo poderoso
Onde está aquele que me inspira a cantar?
Meus gritos são vazios, na sua ira está
O peso em meus ombros me impede de seguir
Dá-me a conhecer a soma dos meus dias.