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Existem três tipos de brand awareness: o antiquado top-of-mind, o quase antiquado frame-of-mind e o moderno friend-of-mine. Essa é a visão que o consultor americano Jay Baer apresenta em seu livro Youtility, best-seller nos Estados Unidos e referência em content marketing.

Vejamos a seguir as três abordagens separadamente.

O primeiro tipo é o top-of-mind awareness, em que o desafio é vencer a corrida na mente dos consumidores de um determinado segmento. Quando eles estiverem prontos para comprar, pensarão naquele produto primeiro. Isso, porém, exige gastos substanciais de publicidade contínua. Por isso, costuma funciona bem para marcas já populares.

Quando as pessoas tinham à disposição apenas algumas grandes redes de televisão, era fácil atingir grandes volumes de potenciais consumidores com um único comercial. Hoje porém, a tática do top-of-mind awareness está ameaçada de extinção por diversas razões. Uma delas é o fato de que muitos consumidores não confiam nas empresas. Tem sido assim há pelo menos uma década. Nos Estados Unidos, por exemplo, em 2001 44% das pessoas diziam confiar em empresas. Em 2012, eram 45%.

O segundo é o frame-of-mind awareness, que, numa tradução livre para o português, seria algo como awareness de estado de espírito. Consiste em atingir potenciais clientes quando eles estiverem com o “modo compras” ativado. A idéia é se colocar na frente do consumidor exatamente no momento em que ele precisa de um produto ou serviço. Isso, quando bem feito, funciona muito bem.

Essa tática remonta a 1886, quando Reuben H. Donnelley’s produziu a primeira edição das Páginas Amarelas.

Nos últimos anos, porém, textos, áudios, vídeos e outros ativos online substituíram as Páginas Amarelas pelo inbound marketing. O Hubspot alcunhou o termo em 2006 após lançar um software que permite que empresas de médio porte executem essas táticas com muito mais eficiência.

Em ambos os casos, são elas — as empresas — que tomam a iniciativa de encontrar o consumidor no momento que elas consideram ideal.

Agora observe essa relação olhando por um outro ângulo. Há seguramente uma coisa que você nunca faz. Você nunca vai ao Google e digita "estou no mercado para comprar algo. Não tenho certeza do que. Pode ser qualquer coisa, mesmo. Por favor, me surpreenda".

O frame-of-mind awareness foi muito útil para profissionais de marketing. Isso não significa que ele não seja mereça a sua atenção — merece, sim. Mas é apenas metade do caminho. A partir de agora, precisará dividir espaço com outros elementos que afetam a recomendação e a preferência do consumidor.

Em sete anos, o papel dos motores de busca na localização de sites diminuiu quase 25%. De 2004 a 2011, houve aumento maciço no número de outros meios pelos quais as pessoas recebem sugestões de sites. O funil de recomendações — tradicionalmente dominado pelo Google — agora inclui também Quora, YouTube, Yahoo! Respostas, ChaCha, Siri, Facebook e outros.

Nesse novo cenário, surge uma maneira de fazer marketing, que é o friend-of-mine awareness — que em tradução livre seria algo como awareness por um amigo meu. Parte da premissa de que hoje as empresas disputam com pessoas físicas a atenção do público que querem atingir. Elas competem com nossos familiares e com os nossos amigos, usando as mesmas ferramentas e tecnologias que eles usam para se comunicar.

Por isso, para você ter sucesso como marca, seus potenciais clientes devem considerar você um amigo. Se, na condição de amigo, você proporcionar a eles um valor real — praticando Youtility em vez de ficar oferecendo cupons de desconto —, eles vão retribuir com lealdade o seu gesto. Vão agir da mesma forma como agimos quando recompensamos nossos amigos.

Existem duas maneiras das empresas se destacarem nesse ambiente barulhento e, assim, atingirem seus resultados.

A primeira é ser incrível, interessante, humana, maluca, irreverente ou oportuna.

A segunda é simplesmente parar de tentar ser uma marca fora de série e ser uma marca útil. Isto é Youtility. As empresas que decidem caminhar por essa vertente são seguidas, marcadas e mantidas na tela de favoritos dos dispositivos móveis das pessoas. Empresas que não fazem isso... não são.

Takeaways

Se descobrirmos um jeito de resolver um problema e facilitar a vida do nosso público, ele vai criar um vínculo com a nossa marca. Isso talvez não gere um retorno imediato em venda, mas certamente vai gerar no longo prazo. Ou porque essa pessoa vai comprar de nós ou porque ela vai nos recomendar para alguém. Ou será que você nunca comprou porque um amigo falou bem de uma marca?

Links:
https://www.sitorsquat.com/
https://www.charmin.com/
http://www.tracto.com.br/resumo/youtility/