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Quem conta a história deste episódio é o Isabel Raupp Pimentel, assessora-chefe de comunicação. 1º ato (o desafio): em outubro de 2020, a Anvisa começou a trabalhar na aprovação de duas vacinas contra a Covid-19: Coronavac e Astrazeneca. No dia 9 de novembro de 2020, a agência foi obrigada a suspender o teste com a Coronavac por conta de uma morte. Dois dias depois, os testes estavam de volta. Nesse curto período, porém, houve, claro, muitas críticas à Anvisa. Algumas fundamentadas, outras nem tanto. 2º ato (a ação): o plano da equipe de comunicação da Anvisa consistiu em atuar perto da área técnica, mostrando que a análise era técnica. No início de janeiro de 2021, a Anvisa publicou um texto explicando como era feita a análise e a aprovação de vacinas. Foi criado, inclusive, um painel no site da instituição explicando as etapas de aprovação das vacinas. Uma saída foi deixar uma parte da explicação com termos técnicos, que não são facilmente compreendidos pela população. Isso foi feito propositalmente para que especialistas explicassem, via imprensa e redes sociais, o que aquilo tudo significava. Ou seja, eles, que eram vozes neutras, traduziriam o tecniquês para os leigos, endossando a mensagem da Anvisa e estimulando o diálogo com jornalistas. Em outras palavras, aquela parte, que não era fácil para um leigo entender, seria explicada ao grande público por especialistas — e pela imprensa. Foi uma tática de comunicação. 3º ato (o resultado): os resultados foram alcançados. Embora ainda haja muita tensão em torno dos temas da pandemia, a Anvisa conseguiu se posicionar naquele momento como uma entidade de análise técnica. 4º ato (o aprendizado): a comunicação é uma ferramenta de transparência, que precisa ser usada estrategicamente em momentos de crise. Apresentação: Cassio Politi. Perfil do convidado no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/isabelraupppimentel-791a2b57/. Site da empresa: https://www.gov.br/anvisa/pt-br.